terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ano novo, vida nova, Será?

 
Sempre quando chega esse período de final de ano, as pessoas fazem inúmeras promessas para os meses futuros. Eu me incluo nesse grupo. Começar uma dieta, iniciar na academia, fazer uma faculdade, arrumar um namorado, aprender a tocar algum instrumento. Mas, quando o relógio marca meia noite do dia primeiro de janeiro nos damos conta de que nada mudou.
Esperamos os fogos de artifício, brindamos com os nossos familiares e amigos, pulamos as ondinhas e quando voltamos para casa, percebemos que as coisas continuam no mesmo lugar, da mesma maneira em que deixamos. Exatamente nesse momento me pergunto, e agora? Será um novo começo? Ou apenas uma continuação?


Para mim, os festejos de ano novo são apenas um simbolismo da sociedade atual. Comemorar o ano que chega, vestir-se de branco, comer lentilha são superstições que nos deixam mais preparados e fortalecidos para enfrentar os desafios da antiga vida. Trocar de ano é um estímulo para fazer as coisas diferentes. É deixar acontecimentos ruins para traz, e tentar começar tudo novamente. A troca é uma pausa, um respiro, um alívio. São segundos que distanciam o antes do agora e o agora do depois.

Porém, mesmo achando esse momento de transição importante para conseguirmos fôlego, acredito que cada dia é um novo começo. O dia morre no instante em que dormimos e nasce no período em que acordamos.
Vencer um dia por vez. Esta é a melhor forma, de sobreviver a esse mundo. As festividades vêm para acrescentar, contribuir, entretanto não devem ser consideradas as anfitriãs da festa. Elas são somente um complemento.
Faça que o seu ano novo seja toda dia.
Feliz Ano Novo e boas transformações!

Cortar o tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

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