Engraçado, inteligente e viciante. Essas três palavras são suficientes para definir a série americana Seinfeld. Jerry, Elaine, George e Kramer são os protagonistas desta história. Cada personagem tem suas características, e por incrível que pareça nos identificamos com elas.
George é ansioso e inseguro, o amigo neurótico. Elaine, única mulher do grupo, mostra o pensamento feminino sobre os fatos. Jerry, além ser o autor dos episódios, também interpreta um comediante. Kramer vive o papel do vizinho atrapalhado e brega.
George é ansioso e inseguro, o amigo neurótico. Elaine, única mulher do grupo, mostra o pensamento feminino sobre os fatos. Jerry, além ser o autor dos episódios, também interpreta um comediante. Kramer vive o papel do vizinho atrapalhado e brega.
O quarteto analisa os fatos do cotidiano com boas doses de humor. Apesar dos episódios de Seinfeld serem de aproximadamente 20 anos atrás, os assuntos abordados são imperecíveis, pois parecem que não perderam a validade. Para quem não tem televisão por assinatura, ficar dependente das programações abertas é quase um suicídio cultural. Poucas vezes, encontramos histórias que nos fazem parar em frente à tela. Foi-se o tempo em que as novelas prendiam-nos do início ao fim. A cada dia que passa as tramas ficam mais previsíveis. Entretanto, não posso generalizar. As minisséries da Rede Globo, “Divã e “Tapas e Beijos”, arrancam-me boas gargalhadas recentemente.
O interessante de Seinfeld é que as narrativas são baseadas no cotidiano de pessoas comuns. Como brinca George em um episódio, a série é sobre nada, e ao mesmo tempo ela aborda tudo. Dúvidas, incertezas, aflições, romances, medos, qualquer acontecimento pode pautar novos assuntos. Depois de assisti-los, você acaba rindo dos próprios pensamentos, pois com certeza, já fez os mesmos questionamentos ou tomou atitudes semelhantes.
Gosto de passar o tempo me divertindo com seriados inteligentes. Prefiro isso a ficar vendo programações que não acrescentam em nada. E não falo sozinha, recentemente li na Zero Hora entrevista com Luís Fernando Veríssimo, e ele afirmou ser fã da série mais querida de todos os tempos. Sim, você não está com problemas de visão, eu escrevi Veríssimo. Pasmem!
Seinfeld deu o pontapé inicial nos seriados. O sucesso foi tão grande, que os quatro protagonistas não conseguiram se desvincular dos personagens. Os americanos são famosos por suas séries, e tenho absoluta certeza que Seinfeld faz parte da conquista deste título.
Espero que os novos autores busquem boas inspirações na hora de criar suas comédias, ou então que saibam a hora de renovar. Estamos cansados de regravações da escolinha do professor Raimundo, nada e nem ninguém conseguiu superá-lo. Zorra Total já perdeu a graça. O humor precisa se reinventar. Faltam os bordões que por muito tempo estiveram presentes entre a população. Alguém se lembra do famoso: “tolerância zero”, eu não consegui esquecê-lo, e ainda hoje às vezes o utilizo.
Jerry Seinfeld me fez rir de eventos do dia a dia. Tratou o humor como algo natural, sem exageros. Não é à toa, que programas de improvisações fazem tanto sucesso. Quinta Categoria da MTV é prova disto. Infelizmente, a série de Jerry e seus amigos acabou. Porém, tudo na vida tem um fim. Devemos respeitar o limite. Estou assistindo a quinta temporada do seriado, Seinfeld acaba na nona, e confesso que já sinto medo da abstinência que ele vai me deixar. Quem não teve a oportunidade de assisti-lo ou não os conhece, deixo a dica. Só vou dar um aviso, os episódios são extremamente viciantes, falo por conta própria, mas é um bom vicio, vale à pena.
OBS.: Agradeço de coração minha mãe que fez com que Seinfeld, Elaine, George e Kramer entrassem na minha vida. Obrigado!

Nina: Amooooo o Seinfeld, eles são demais, realmente é um vício gostoso, adora assistir os episódios contigo, bjs.
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