quinta-feira, 2 de junho de 2011

A essência da Vida


Certo livro que li dizia que todo prazer é ponto de partida para novas aspirações, ou seja, a real felicidade da vida está nas coisas ruins pelas quais passamos. Cada falha que sofremos faz com que sejamos seres mais evoluídos.


Para Schopenhauer, este filósofo apresentado a mim em uma aula de antropologia filosófica, a busca incessante pela felicidade faz das pessoas seres vazios e, consequentemente, mais tristes. A felicidade dura pouco, já dizia o velho ditado, e quando essa sensação eufórica acaba vem a mais profunda depressão. Como conclui o filosofo alemão: “Viver é sofrer”.

Peguei-me pensando sobre isso hoje em um dia ensolarado e frio. Cada sonho que almejo, essa constante busca pelo ideal da felicidade, será que de fato torna minha vida mais interessante? Será que se me acostumasse com os meus limites e os respeitasse, minha vida não teria menos ódio, dor e tristeza? Será que Schopenhauer não tinha razão?

Prefiro acreditar que o filósofo estava errado. Prefiro sofrer tentando buscar sonhos, a me satisfazer com uma vida simples. Prefiro acordar todos os dias, olhar no espelho e pensar que serei mais, sempre mais. Sonhar com uma família feliz, fazer planos de conhecer o mundo, mudar velhas perspectivas.

Assisti um filme, cujo nome não me recordo, em que dois idosos se encontraram num leito de hospital. Ambos tinham pouco tempo de vida. Decidiram, ao invés de ficar esperando a morte, listar todas as coisas que eles gostariam de fazer antes de partir desse mundo. E eles fizeram. Escalaram montanhas, pularam de paraquedas, mas acima de tudo deram mais valor a família e as pequenas coisas que lhes cercavam.

Penso em viver exatamente assim, fazendo listas de tudo que pretendo realizar, se cumprir apenas um desses objetivos, serei uma pessoa feliz, pois posso olhar para trás e dizer com o peito estufado que eu tentei. 

Espero errar, sim todos erramos e isso é bom para que possamos evoluir. Mas acima de tudo, espero ter tempo de consertá-los, de pedir perdão. Ainda sou jovem e a minha listinha de coisas a fazer ultrapassam uma folha de caderno, no entanto, espero que ela aumente, pois assim, não perderei a vontade e a essência que é viver.

E você já fez sua lista?


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